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História de escola estadual na Chã da Jaqueira é resgatada por servidor » Alagoas Notícia Boa

História de escola estadual na Chã da Jaqueira é resgatada por servidor » Alagoas Notícia Boa

A Escola Estadual João Paulo II, que fica em Chã da Jaqueira, Maceió, celebrou seus 60 anos de existência no último dia 12 com uma festa que homenageou servidores, ex-alunos e lideranças comunitárias. Em meio a uma homenagem e outra, a festa trouxe uma surpresa especial:  a apresentação de um trabalho pioneiro de preservação da memória empreendido pelo secretário escolar Evágrio Moreno. Ele se dedicou a resgatar a trajetória de seis décadas da instituição.

Com o objetivo de deixar um registro completo para alunos, professores e moradores, Moreno organizou documentos, fotos e depoimentos, transformando a história da escola em um compilado de 221 páginas. Uma trajetória que se entrelaça com a história do bairro onde nasceu.

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“Desde que entrei aqui, em 2006, sempre tive uma curiosidade muito grande de conhecer a história da João Paulo II. No entanto, ao chegar, encontrei os documentos muito espalhados e alguns até deteriorados. Foi necessário organizar e catalogar todo o material para começar a pesquisa de fato”, contou.

O desafio, segundo ele, foi ainda maior por conta da escassez de registros sobre a própria Chã da Jaqueira, bairro onde a escola está localizada. Para entender a origem da instituição, foi preciso, primeiro, reconstruir a história do entorno.

“Foi um trabalho duplo. Precisei pesquisar a história da Chã da Jaqueira para depois chegar à escola. Descobri que o bairro se iniciou em 1958, quando Wilson Praxedes, corretor de imóveis, comprou o primeiro lote de uma área inóspita e começou a construir sua residência. A partir daí, outros moradores, principalmente familiares e amigos, foram chegando”, explicou Moreno.

Em 1964, segundo as pesquisas, a região contava com apenas seis famílias. Preocupado com o desenvolvimento do bairro, Praxedes solicitou ao governador da época, Major Luiz Cavalcante, a instalação de luz elétrica e a construção de uma escola. O pedido foi prontamente atendido: a energia chegou ao bairro e os materiais para erguer a escola foram disponibilizados em apenas 30 dias.

No ano seguinte, a instituição começou a funcionar, inicialmente com o nome de Escola Isolada Chã da Jaqueira. Posteriormente, passou a se chamar Escola Paulo VI e, mais tarde, Escola de Primeiro Grau João Paulo II, em homenagem ao papa. Finalmente, em 2000, já no governo de Ronaldo Lessa, a escola recebeu a nomenclatura atual: Escola Estadual João Paulo II.

Pertencimento e identidade

Mais do que reunir documentos, fotos e depoimentos, o trabalho de Moreno teve como propósito fortalecer o sentido de pertencimento e identidade dos alunos, professores e moradores da região.

“É fundamental que todos compreendam que o bairro e a escola não surgiram do nada. Saber de onde viemos ajuda a definir para onde queremos ir. Essa sensação de pertencimento é essencial para criar orgulho, respeito e responsabilidade em relação ao lugar em que vivemos e estudamos”, destacou.

Segundo o secretário escolar, a ideia do projeto é garantir que as novas gerações conheçam suas raízes e entendam a evolução do bairro e da escola, compreendendo os desafios enfrentados pelos primeiros moradores e profissionais da educação.

“Os alunos precisam entender que a Chã da Jaqueira foi construída com esforço, planejamento e dedicação. Ao conhecer a trajetória de suas escolas, eles desenvolvem consciência cívica, valorizam a educação e reconhecem a importância da memória coletiva”, disse Moreno.

O trabalho também tem caráter educativo e social, ao mostrar que a história de um bairro ou de uma escola não é apenas um registro de datas e nomes, mas uma narrativa viva, construída por pessoas e experiências. Ao reunir relatos de antigos alunos, professores, pais e diretores, a mais de 220 páginas oferecem um panorama completo da evolução da escola, das reformas realizadas e do impacto da instituição na comunidade.

“Nosso objetivo é que esse material sirva como ponto de partida para novas pesquisas e projetos educacionais. Queremos que outros profissionais e alunos se inspirem, aprofundem o estudo e desenvolvam ações que reforcem o conhecimento histórico e a valorização da cultura local”, acrescentou Moreno.

O secretário escolar enfatiza que a preservação da memória escolar é também uma ferramenta de transformação. Conhecer o passado ajuda a planejar o futuro, criando vínculos afetivos com o bairro, promovendo o respeito pela história e incentivando o engajamento da comunidade.

“Este trabalho não é apenas sobre a escola ou sobre a Chã da Jaqueira. É sobre construir uma consciência histórica coletiva, que fortalece a educação e a cidadania”, concluiu.

Notícia Boa – Alagoas

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