O Brasil está vivendo uma crise invisível: a frieza no atendimento. Entramos em lojas, restaurantes, bancos, supermercados, padarias, postos de gasolina… e o que encontramos? Gente parecendo verdadeiros robôs. Sem olhar nos olhos, sem sorriso, sem calor humano. O cliente virou número, senha, protocolo.
O cliente compara preços, troca de marca e o resultado é previsível: vai embora — nunca mais volta. A empresa ainda corre o risco de ser alvo de propaganda negativa, feita pelos próprios clientes.
Falta pouco para chegar a 2030. Como será o relacionamento com o cliente nessa próxima década? Corremos o risco de não ouvir um “bom dia” ao entrar numa loja? Ser chamado pelo nome será “artigo de luxo”? E o sorriso? Será tão raro quanto encontrar água no deserto?
Há um caminho diferente: o Relacionamento de Excelência – é como o oxigênio das empresas: invisível, mas vital. Sem ele, o negócio sufoca. Com ele, floresce. Não é apenas atender — é envolver, emocionar, encantar. É transformar cada interação em uma experiência memorável.
E não pense que isso é utopia. Empresas brasileiras já mostram que é possível. Um supermercado no interior de São Paulo percebeu que muitos clientes eram idosos que moravam sozinhos. Uma atendente os recebia com simpatia, sempre com uma palavra amiga. O gerente notou que o caixa dela vivia cheio, mesmo quando outros estavam vazios. O segredo? Humanidade. Ele colocou um banco perto do caixa, uma mesinha com café e bolo. O faturamento cresceu, os clientes se sentiram acolhidos e o supermercado passou a organizar encontros mensais com uma assistente social. Quinze minutos de prosa feliz que viraram sucesso. Esse é o poder do Relacionamento de Excelência: transformar transações em vínculos, e vínculos em prosperidade.
A diferença é profunda:
- Atendimento é transação.
- Relacionamento de Excelência é emoção.
E a emoção é o combustível invisível de toda compra. Compramos com o coração, não com a razão. A razão só dá as caras em emergências — um salto quebrado, um pneu estourado. No restante, decidimos por confiança, pertencimento, admiração.
Encantar é mexer com a alma. É envolver toda a equipe em um processo interno de encantamento, para que o cliente externo seja surpreendido em cada detalhe. Fidelizar não é convencer, é tocar o coração.
O Brasil precisa acordar. Se continuarmos nesse ritmo, em 2030 viveremos num país onde o atendimento será 100% automatizado — sem emoção, sem humanidade. O cliente será apenas um código de barras.
Mas se ousarmos mudar, se abraçarmos o Relacionamento de Excelência, construiremos um futuro próspero, cheio de marcas que conquistam corações, mercados e gerações.
Este é um chamado. Chega de atender. Encante ou seja esquecido.
Em 2030, quem não encantar… simplesmente não existirá.
PODCAST

2. Quais elementos humanos distinguem o Relacionamento de Excelência da frieza dos processos automatizados?
3. De que maneira o encantamento do cliente previne a obsolescência das marcas até 2030?
