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Uma Nova Era na Proteção dos Nossos Pequenos: O que todo pai e mãe precisa saber sobre o VSR 

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Por Dra. Elaine Pádua

Como nutricionista e mãe, sempre defendi que a saúde começa no prato e no estilo de vida. Mas, como profissional que acompanha de perto a jornada de milhares de famílias no Maternidade de Ouro, sei que a proteção integral dos nossos filhos é feita de várias camadas. Recentemente, tive a honra de participar de uma coletiva de imprensa que marca um divisor de águas na saúde pediátrica brasileira: a ampliação da prevenção contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR).

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O inimigo invisível da primeira infância

Muitas vezes confundido com um resfriado comum, o VSR é, na verdade, um vírus altamente contagioso e o principal responsável por casos de bronquiolite e pneumonia em bebês. Os dados são de atenção: apenas no primeiro semestre de 2025, o Brasil viu um aumento de 36% nas hospitalizações de bebês por conta desse vírus. O que mais nos toca como pais é saber que mais de 70% desses bebês internados nasceram saudáveis e a termo. Ou seja, o risco é real para todos.

A ciência a favor do colo seguro

A grande notícia que trago desse encontro com grandes nomes da infectologia, como os doutores Renato Kfouri e Rosana Richtmann, é a disponibilidade do nirsevimabe (Beyfortus) no SUS para os grupos mais vulneráveis. Diferente de uma vacina comum, essa tecnologia é um anticorpo monoclonal. Isso significa que ela entrega a proteção prontinha para o bebê, sem precisar que o sistema imunológico dele (que ainda está em desenvolvimento) trabalhe para criá-la. É proteção imediata contra infecções graves do trato respiratório.

Atualmente, o foco dessa imunização no sistema público são:

• Bebês prematuros (nascidos com menos de 37 semanas).

• Crianças com comorbidades (como cardiopatias ou doenças pulmonares crônicas) até os 24 meses de vida.

Nutrição e Informação: A base de tudo

Você pode se perguntar: “Elaine, onde entra a nutrição nisso?”. Eu respondo: no fortalecimento do terreno. Uma gestante bem nutrida e uma criança com bons hábitos alimentares possuem um sistema imunológico mais resiliente. No entanto, diante de um vírus tão agressivo quanto o VSR, a ciência nos oferece uma ferramenta extra que não podemos ignorar. No meu trabalho diário, entendo que informação é nutrição para a alma e para a segurança da família. Saber que hoje temos tecnologias que reduziram em até 82% as hospitalizações em países como a Espanha nos dá esperança e ferramentas para decidir o melhor para nossos filhos.

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Meu recado para você

A prevenção é um ato de amor e estratégia. Se você é mãe de um bebê que se encaixa nos critérios de elegibilidade, procure a Rede de Imunobiológicos (CRIE) ou converse com seu pediatra. O período de maior circulação do vírus vai de fevereiro a agosto, então o momento de agir é agora. Proteger quem amamos exige um olhar 360º: boa comida no prato, muito afeto no coração e o braço dado com a inovação médica.

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