O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Maceió registrou alta de 0,3% em março, alcançando 108 pontos, segundo o Instituto Fecomércio AL e a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
É o segundo avanço seguido, após a retração observada em janeiro, quando o indicador caiu para 106,9 pontos, frente aos 111,2 registrados em dezembro. De acordo com a análise econômica, o resultado reflete um período de transição.
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Para o assessor econômico do Instituto Fecomércio AL, Lucas Sorgato, o desempenho está ligado ao período pós-Carnaval.
“O empresário reconhece um ambiente ainda desafiador no presente, mas mantém confiança na evolução dos negócios ao longo do ano”, avaliou.
O levantamento mostra diferenças na confiança conforme o porte das empresas. Negócios com mais de 50 colaboradores apresentaram índice de 116 pontos, enquanto os de menor porte (até 50 funcionários) ficaram próximos da média geral, com 107,8 pontos.
Ajuste de expectativas
Segundo Sorgato, empresas maiores tendem a ajustar mais rapidamente suas expectativas com base no cenário macroeconômico, enquanto as menores reagem de forma mais direta ao desempenho das vendas no dia a dia.
O Icec é composto por três subindicadores: o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC), o Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) e o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC).
Em março, o indicador de condições apresentou queda de 2,6%, atingindo 82,9 pontos. Por outro lado, o índice de expectativas chegou a 134,5 pontos, com leve crescimento.
Intenções de investimento
As intenções de investimento também registraram melhora, atingindo 106,5 pontos. O destaque foi o aumento de 8% na expectativa de contratação de funcionários.
Para o economista, o dado indica uma retomada gradual das decisões de expansão após os ajustes de início de ano.
“Embora haja sinalização de retomada, o recuo no nível de investimento mostra que esse movimento ainda não se traduz em um aumento mais amplo dos investimentos produtivos”, concluiu Sorgato.
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