O romance “Calunga”, obra do escritor alagoano Jorge de Lima, vai ser adaptado para o cinema. O lançamento oficial do projeto está confirmado para sexta (17), às 10h, na Assembleia Legislativa (ALE).
O longa-metragem, proposto pela Poética Produções Artísticas e que vai destacar a cultura e as paisagens do estado, será gravado em Alagoas com mão de obra local, envolvendo atores e técnicos da região.
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Livro lançado em 1935
Baseado no livro lançado em 1935 e relançado pela editora Alfaguara, com prefácio de Claufe Rodrigues, o filme contará a história de Lula Bernardo, personagem que deve ser interpretado por uma ator renomado.
O filme mostra o retorno do protagonista aos manguezais alagoanos, onde enfrenta desafios sociais, doenças e conflitos com figuras de poder local, como o Coronel Totó, que será interpretado por Chico de Assis.
Valorização da identidade alagoana
Claufe Rodrigues, que assina a direção, o roteiro e a produção do projeto, explica que a adaptação tem potencial para ampliar o alcance da obra de Jorge de Lima, valorizando a identidade cultural do estado.
“É uma história universal, em que dois reinos miseráveis se enfrentam, simbolizando a luta entre bem e mal, novo e velho, conhecimento e ignorância”, reforça o diretor Claufe Rodrigues.
Vidas Secas, Vidas Molhadas
Ele também faz uma comparação com o clássico do cinema nacional dirigido por Nelson Pereira dos Santos e acrescenta que , “se ele fez ‘Vidas Secas’, Calunga será o nosso ‘vidas molhadas’”.
A gravação será viabilizada com recursos captados pela Lei do Audiovisual. O Governo do Estado de Alagoas é um dos patrocinadores da iniciativa,
Cidadã honorária de Alagoas
A apresentação do projeto do filme ocorre durante entrega do título de cidadã alagoana à cineasta Renata Magalhães, presidente da Academia Brasileira de Cinema e viúva de Cacá Diegues, que era alagoano.
Renata integra o projeto como produtora associada, ao lado do jornalista e apresentador Pedro Bial.
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