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Varejo brasileiro mantém sinais de desaceleração, mas consumo segue resiliente, avalia Paulo Brenha

Paulo Brenha

Diretor comercial e autor do livro Varejo com Propósito e Resultado, Paulo Brenha analisa os principais indicadores econômicos que impactaram o setor nos últimos dias e aponta tendências para empresários e gestores.

O varejo brasileiro encerrou os últimos dias apresentando sinais de desaceleração, reflexo de um consumidor mais cauteloso diante do cenário econômico. Apesar disso, especialistas avaliam que o mercado continua demonstrando capacidade de adaptação, impulsionado pela eficiência operacional, pela transformação digital e pela evolução dos canais de venda.

Essa é a análise de Paulo Brenha, diretor comercial e autor do livro Varejo com Propósito e Resultado, que reúne os principais indicadores econômicos da semana em seu Boletim Executivo do Varejo.

Segundo dados do IBGE, o volume de vendas do comércio varejista registrou queda de 1,5% em abril na comparação com março, considerando o ajuste sazonal. Foi a primeira retração do ano, embora o setor ainda acumule crescimento de 1% frente ao mesmo período de 2025.

“O mercado não está ruim. Ele está mais seletivo. O consumidor continua comprando, mas passou a avaliar melhor onde investe seu dinheiro. Quem conhece seu cliente, executa com disciplina e entrega valor tende a continuar crescendo mesmo em momentos de desaceleração”, afirma Brenha.

Inflação segue pressionando parte do consumo

Outro dado observado pelo especialista é o comportamento da inflação. O IPCA-15 de junho registrou alta de 0,41%, acumulando 4,8% nos últimos doze meses.

Entre os grupos que mais pressionaram os preços estão energia elétrica (+2,04%), alimentação e bebidas (+0,74%) e habitação (+0,72%). Por outro lado, os combustíveis apresentaram recuo de 1,22%, contribuindo para reduzir parte da pressão inflacionária sobre as famílias.

Para Brenha, esse cenário reforça a necessidade de gestão eficiente por parte das empresas.

“Em ambientes econômicos mais desafiadores, margem passa a ser consequência direta da produtividade, do controle operacional e da capacidade de entregar uma experiência consistente ao consumidor.”

Comércio eletrônico mantém trajetória de crescimento

Enquanto parte do varejo físico enfrenta maior cautela do consumidor, o comércio eletrônico continua apresentando desempenho positivo.

Dados da ABComm apontam faturamento de R$ 10,3 bilhões em maio, crescimento de 6,7% em relação a abril e de 13,5% na comparação com maio do ano passado.

Segundo Brenha, o avanço confirma que o comportamento do consumidor já não distingue mais os ambientes físico e digital.

“O omnichannel deixou de ser tendência para se tornar requisito. O consumidor espera conveniência, integração e uma experiência contínua, independentemente do canal escolhido.”

Inteligência artificial e dados devem acelerar competitividade

Além dos indicadores econômicos, o especialista destaca cinco movimentos que vêm moldando o varejo brasileiro.

Entre eles estão o crescimento dos investimentos em inteligência artificial, a busca por maior eficiência operacional, o fortalecimento da cultura orientada por dados, a valorização da experiência do cliente e o avanço de novos formatos de conveniência integrando canais físicos e digitais.

Na avaliação de Brenha, essas transformações devem determinar quais empresas ganharão competitividade nos próximos anos.

“O varejo continuará sendo impulsionado por tecnologia, mas o diferencial estará na capacidade de transformar informação em decisão e execução. Dados orientam, pessoas executam e estratégia gera resultado.”

Um consumidor mais racional

Para Paulo Brenha, o atual momento não representa retração estrutural do consumo, mas uma mudança de comportamento.

“O consumidor ficou mais racional. Ele continua comprando, porém exige mais valor percebido, melhor atendimento e experiências consistentes. As empresas que compreenderem essa mudança estarão mais preparadas para crescer, mesmo em cenários econômicos de maior cautela.”

Paulo Brenha

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Paulo Brenha é executivo de varejo e Customer Experience, com mais de 15 anos de atuação em grandes empresas de consumo e serviços. Diretor Comercial, LinkedIn Top Voice e uma das vozes mais influentes do Brasil em CX, Varejo e Comunicação, atua na interseção entre estratégia, vendas, experiência do cliente e desenvolvimento de pessoas, ajudando organizações a crescerem com propósito e resultado.

Com sólida formação acadêmica, incluindo programas na Fundação Dom Cabral, Harvard, MIT, FGV, FIA, PUCRS e especializações em Neuromarketing, Neuroeconomia e comportamento do consumidor pelo IBN, Paulo é reconhecido por transformar estratégia em execução prática, liderar times de alta performance e gerar impacto sustentável nos negócios.

Autor, palestrante e criador de conteúdos estratégicos, compartilha reflexões sobre liderança, varejo, inovação e performance comercial, sempre com foco em pessoas, consistência e geração de valor no longo prazo.

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