Especialistas apontam que o esgotamento de empresários e executivos começa a influenciar diretamente a capacidade de crescimento das organizações, abrindo espaço para uma nova abordagem de liderança.
Quando a estratégia deixa de ser suficiente
Durante décadas, o crescimento empresarial esteve associado à capacidade de vender mais, produzir mais, negociar melhor e expandir operações.
Essa lógica continua válida, mas uma variável começa a ganhar espaço entre empresários e executivos: a condição física, mental e emocional de quem lidera essas operações.
O debate deixa de estar restrito ao bem-estar e passa a integrar a estratégia de crescimento das empresas.
O motivo é simples.
Cada vez mais organizações convivem com líderes submetidos a jornadas prolongadas, excesso de pressão, privação de sono e altos níveis de estresse, fatores que podem comprometer justamente aquilo que mais se espera deles: capacidade de decidir.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o burnout é reconhecido como um fenômeno ocupacional associado ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi administrado adequadamente.
No Brasil, o cenário também preocupa.
Levantamento da International Stress Management Association (ISMA-BR) estima que cerca de 72% dos trabalhadores economicamente ativos convivem com níveis elevados de estresse, enquanto aproximadamente 32% apresentam sintomas compatíveis com burnout.
Outro indicador acompanha essa tendência.
Dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do setor farmacêutico apontam crescimento contínuo no consumo de medicamentos utilizados para ansiedade, depressão e distúrbios do sono, especialmente entre profissionais submetidos a elevados níveis de pressão.
Mais do que um problema individual, especialistas afirmam que o impacto desse desgaste começa a aparecer dentro das próprias empresas.
Pesquisas da Harvard Medical School indicam que a exposição prolongada ao cortisol — hormônio associado ao estresse — pode comprometer memória de trabalho, criatividade, capacidade analítica, controle emocional e tomada de decisão.
Na prática, isso significa que empresas podem enfrentar custos invisíveis decorrentes da exaustão de seus próprios líderes.
Surge um novo conceito
É nesse contexto que começa a ganhar espaço o conceito de Health Led Growth.
O movimento propõe uma mudança de perspectiva: saúde deixa de ser tratada apenas como benefício corporativo e passa a ser considerada parte da infraestrutura necessária para sustentar crescimento consistente.
A proposta parte da ideia de que empresas dificilmente conseguem evoluir acima da capacidade física, emocional e cognitiva das pessoas responsáveis por conduzi-las.
Segundo Anna Maoli, treinadora frequencial e idealizadora do movimento, a discussão representa uma mudança de paradigma dentro do ambiente empresarial.
“Durante anos ensinamos empresários a construir negócios extraordinários. Agora surge uma pergunta diferente: quem está ensinando esses líderes a preservar a própria energia enquanto constroem tudo isso?”
A discussão inclui temas como regulação emocional, qualidade do sono, recuperação cognitiva, gestão do estresse e longevidade da alta performance, assuntos que passam a ocupar espaço ao lado de estratégia, inovação, tecnologia e escalabilidade.

Um debate que chega ao ambiente empresarial
O crescimento desse tema também impulsiona encontros voltados à formação de lideranças.
Nos dias 29 e 30 de agosto, São Paulo recebe a primeira edição da CORE X-PERIENCE, experiência idealizada por Anna Maoli para discutir saúde estratégica aplicada ao ambiente empresarial.
Durante dois dias, líderes empresariais irão compreender aquilo que raramente é ensinado dentro do universo da alta performance.
- Como regular o próprio sistema nervoso.
- Como interromper estados silenciosos de exaustão crônica.
- Como restaurar energia cognitiva.
- Como reorganizar rotina, sono, clareza mental e capacidade de execução.
- Como construir crescimento sem destruir a própria saúde no processo.
Mais do que uma nova metodologia, o avanço desse debate sinaliza uma mudança na própria definição de competitividade.
Se durante décadas o diferencial esteve concentrado em tecnologia, capital e gestão, especialistas defendem que o próximo ciclo de crescimento poderá depender também da capacidade de preservar quem toma as decisões.
Porque empresas podem investir em processos, inovação e inteligência artificial. Mas continuam dependendo da inteligência humana para decidir seus rumos.
Serviço
Evento: CORE X-PERIENCE – 1ª edição
Data: 29 e 30 de agosto
Local: São Paulo (SP)
Idealização: Anna Maoli
Público: Empresários, executivos, líderes e profissionais interessados em alta performance, saúde estratégica e crescimento sustentável.
Informações e inscrições: Página oficial da CORE X-PERIENCE
