A produção científica da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) ganhou mais um destaque internacional com a participação de Jennyfer Chagas, doutoranda do Instituto de Psicologia (IP), no Congresso Ibero-Americano de Metodologias de Investigação, realizado em Málaga, na Espanha.
A pesquisadora apresentou o estudo “Dinâmicas feministas e contranarrativas digitais: análise de dados textuais em trends de engajamento no TikTok”, um trabalho inovador que investiga como discursos feministas e manifestações de resistência circulam na rede social para responder à misoginia e à violência de gênero no ambiente digital.
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Integrante do Laboratório de Investigação em Cognição e Comportamento Social (Laicos), coordenado pela professora Sheyla Fernandes, Jennyfer levou ao debate global uma pesquisa diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU voltados à igualdade de gênero.
Para a pesquisadora, a aprovação do trabalho representou um importante reconhecimento da qualidade da produção científica desenvolvida na universidade.
“Receber a aprovação foi motivo de muita alegria e de responsabilidade. Ver uma pesquisa desenvolvida na Ufal sendo reconhecida e selecionada para um congresso internacional demonstra relevância para debates científicos globais. Foi uma oportunidade de compartilhar nosso trabalho e representar a instituição em um espaço de diálogo com pesquisadores de diferentes países”, destacou.
Além da experiência na Europa, as boas notícias continuam: a doutoranda também foi selecionada para participar de um workshop de publicação internacional financiado pela Universidade Kingston de Londres.
O programa garante a ela um acompanhamento de dois anos por mentores internacionais. Segundo Jennyfer, a experiência amplia as possibilidades de cooperação científica e fortalece sua formação acadêmica: “pude ter contato com editores de revistas internacionais e estabelecer conexões com pesquisadores de todo o Brasil. Minha expectativa é que essa parceria abra caminhos para um futuro doutorado sanduíche e contribua para ampliar a visibilidade internacional das pesquisas desenvolvidas na Ufal”, afirmou.
A motivação de Jennyfer para investigar o tema surgiu ainda durante a graduação, por meio do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/Ufal).
“Desde a iniciação científica tenho me dedicado às investigações sobre as vivências das mulheres e de outros grupos minorizados. As redes sociais se tornaram espaços de disputa de narrativas sobre gênero. Ao mesmo tempo em que ampliam a visibilidade dos movimentos feministas, também favorecem a circulação de discursos de ódio. Compreender essas dinâmicas é fundamental para produzir conhecimento que contribua com estratégias de prevenção, conscientização e enfrentamento da violência de gênero no ambiente digital”, explicou.
Os resultados da pesquisa podem subsidiar ações educativas, políticas públicas e iniciativas voltadas à construção de ambientes digitais mais seguros.
A pesquisadora reforça que o ambiente de formação construído no Laicos e o apoio de sua orientadora foram fundamentais para o sucesso do projeto. A orientação da professora doutora Sheyla Fernandes foi fundamental durante todas as etapas e serve como uma grande referência para a doutoranda.
“A professora Sheyla me inspira, enquanto mulher e pesquisadora, a produzir não apenas conhecimento científico, mas também transformação social. Ela incentiva que o conhecimento produzido na universidade ultrapasse seus muros e gere impacto na sociedade”, ressaltou Jennyfer, que espera ampliar a inserção internacional da produção desenvolvida em Alagoas e contribuir para que estudos sobre violência de gênero ganhem relevância científica e social.
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