Música boa e encontro de colecionadores de vinis marcaram a segunda edição do Vinil na Área. O evento aconteceu nesse sábado (7), no bairro do Farol, em Maceió, e reuniu centenas de pessoas apaixonadas pelos famosos “bolachões”. No mês dedicado às mulheres, a lineup priorizou o protagonismo feminino.
O Vinil na Área tem a proposta de reunir em um só lugar: discotecagem, exposição, venda de vinis, cds e livros. Trata-se também de uma vitrine para artistas locais. Segundo Débora Muniz, uma das organizadoras, o evento nasceu para preencher uma lacuna na cidade.
“Esse projeto reúne os amantes da música, em especial os do disco de vinil. Aqui é o espaço para o encontro de amigos, uma celebração à cultura do disco e do movimento”, enfatiza.
Um dos grandes diferenciais do Vinil na Área são as intervenções artísticas realizadas ao vivo, enquanto a discotecagem acontece e a feira de discos movimenta o espaço.
O evento contou com oito expositores e comerciantes independentes: Bolinho Discos; ED Escritos & Discos; Ginga Discos; Jupiter Discos; Nervuras Discos; Renato CDs; Sorte Discos e T.N.T Discos.
LP: um mercado em alta crescente
Renato CDS trabalha há mais de 35 anos na área e vem notando um aumento significativo na buscas por discos de vinil, especialmente por pessoas mais novas.
“Eu atendo um público muito amplo. Até brinco que é de 15/16 anos até 100. Ultimamente percebi um aumento, acho que depois da pandemia da Covid. Hoje eu vendo bem, de tudo, o pessoal costuma ser bem eclético na busca dos vinis”, conta Renato
Talvanes Eugênio é colecionador de vinis há 5 anos. Assim como muitas pessoas que viveram a era do vinil, ele se desfez de todos com o lançamento do CD e hoje busca em sua coleção recuperar o que ouvia quando criança.
“Como a maioria da minha geração, acabei me desfazendo dos meus discos quando a tecnologia mudou. Bateu um arrependimento enorme e voltei a colecionar. Soube desse evento por amigos e a curadoria daqui é excelente; os discos são selecionados e o público propicia ótimas conversas. É uma feira especializada de verdade, voltarei mais vezes”, garante Talvanes.

Momento para garimpar
Jenifer Oliveira ficou sabendo do evento através das redes sociais, uma oportunidade de “garimpar” novos tesouros para sua coleção de mais de 400 discos.
“Eu coleciono LP há muitos anos. Gosto de tudo, sou eclética, mas hoje busco algo mais Nordeste, forró por exemplo”, revela.
Esther, filha de Jeniffer, de apenas oito anos, ficou encantada com a coleção de CDS. Ao ser perguntada sobre o seu cantor favorito, a pequena não hesitou em dizer: “Meu cantor favorito é Djavan, eu amo ele. Estou procurando o CD dele por aqui, deve ter, né? “

Já a jornalista Miriam Pimentel ficou sabendo do vinil na área pelos amigos. A intenção era procurar alguns álbuns específicos da sua coleção.
“É a primeira vez que eu venho e estou gostando muito. Já tem alguns expositores que eu conheço. Então já fui direto neles, porque eu sei que eles tem o que eu procuro. Minha meta é sempre completar as minhas coleções de rock nacional, Kid abelha por exemplo, mas se tiver alguma coisa que diferente como rock internacional, também sou adepta”, conta.

Protagonismo feminino
A lineup desta edição priorizou o protagonismo feminino, a exemplo de Laís Falcão, Melina Pedrosa, DJ Deb Ginga, nome artístico de Débora Rocha, DJ Talita Honório e Débora Muniz. Também teve discotecagem dos DJs Walter Kabeça, um dos grandes incentivadores da cultura do vinil na cidade e DJ Waliston Lima, referência no reggae.
“Essa foi a minha primeira discotecagem e assim eu me diverti muito, foi muito bacana, curti muito também. Fiz uma curadoria muito especial também na Setlist. Então eu espero que o Vinil na Área continue dando oportunidade também para outras mulheres e outras pessoas para virem aqui experimentar o que é a discotecagem feminina”, conta Laís.
“Eu acho importante eventos como esse, porque movimenta a cultura da música em Maceió, Alagoas. Então é muito importante concentrar pessoas que gostam dos vinis, que gostam de música popular. Com certeza os próximos acontecerão e serão ainda melhores”, finaliza Laís.
