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VR cobriu menos da metade do mês de trabalho em 2025

VR cobriu menos da metade do mês de trabalho em 2025

O vale-refeição, um dos benefícios mais tradicionais oferecidos pelas empresas brasileiras, tem enfrentado dificuldades para cumprir seu papel básico: garantir as refeições diárias dos trabalhadores ao longo do mês. Segundo pesquisa da Pluxee, empresa de benefícios corporativos, em média, o saldo disponibilizado aos profissionais foi suficiente para bancar apenas cerca de dez dias úteis de alimentação fora de casa no ano de 2025.

O cenário reflete a combinação entre inflação persistente no setor de alimentação, mudanças nos hábitos de consumo e limites orçamentários das empresas na concessão de benefícios. Mesmo em estados com maior poder econômico, como São Paulo, o benefício costuma durar pouco mais da metade de um mês padrão de trabalho.

Valores médios não acompanham o custo das refeições

Levantamentos do setor de benefícios corporativos mostram que o valor médio mensal do vale-refeição pago pelas empresas gira em torno de R$ 650. Na prática, porém, o custo por refeição tem consumido rapidamente esse montante, sobretudo em grandes centros urbanos.

O gasto médio por utilização do benefício supera os R$ 40 por transação, o que reduz significativamente a duração do saldo mensal. Ao final do mês, muitos trabalhadores precisam complementar as despesas com recursos próprios ou reduzir a frequência de refeições fora de casa.

Estratégias dos trabalhadores para esticar o saldo

Diante da limitação do benefício, profissionais têm adotado estratégias para prolongar o uso do vale-refeição. Entre elas estão a escolha de estabelecimentos mais acessíveis, a redução do número de refeições externas e a concentração do consumo em poucos locais.

Dados de comportamento indicam que uma parcela relevante dos usuários utiliza o benefício em apenas dois ou três estabelecimentos ao longo do mês. Esse padrão pode refletir tanto controle financeiro quanto busca por previsibilidade nos gastos, além de praticidade no dia a dia.

Diferenças entre consumo presencial e online

Outra tendência observada é a diferença no valor médio gasto conforme o canal de consumo. Compras realizadas por aplicativos e plataformas digitais tendem a ter tíquetes mais elevados do que refeições presenciais, influenciadas por taxas de entrega e preços mais altos.

Ainda assim, análises apontam que o canal escolhido não altera de forma significativa a duração total do benefício ao longo do mês, indicando que o principal desafio está no descompasso entre o valor concedido e o custo real da alimentação.

Reflexos para empresas, RH e contabilidade

Para empresas e profissionais da área contábil e de recursos humanos, o tema merece atenção estratégica. O vale-refeição não é apenas um item da folha de benefícios, mas um componente relevante da política de remuneração indireta, com impacto direto na satisfação e no engajamento dos colaboradores.

Em um ambiente de custos elevados e margens pressionadas, torna-se essencial revisar periodicamente os valores concedidos, avaliar alternativas de benefícios flexíveis e alinhar as práticas à realidade econômica dos trabalhadores. A gestão eficiente do vale-refeição passa a ser, cada vez mais, um ponto de equilíbrio entre orçamento empresarial, compliance trabalhista e bem-estar dos profissionais.

Com informações adaptadas Você S/A



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