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Aos 34 anos, Henrique Batista supera meio bilhão nos negócios e mira seu próximo bilhão

Multimilionário, compositor de grandes sucessos e fundador da POP Move, empresário mineiro construiu uma trajetória marcada por recomeços antes de chegar à tecnologia

Henrique Batista

Quem vê Henrique Batista aos 34 anos, à frente de empresas de tecnologia e negócios que já ultrapassaram R$ 500 milhões em faturamento acumulado, pode imaginar uma trajetória planejada desde o começo.

Não foi.

Antes dos aplicativos, vieram as músicas. Antes dos grandes negócios, vieram períodos de dificuldade. E antes de comandar empresas presentes em centenas de cidades, Henrique precisou aprender uma lição que hoje faz parte de sua visão empresarial: o resultado é o que separa uma ideia considerada loucura de uma ideia considerada genial.

A frase, inclusive, virou o título de um de seus livros: Doido ou Gênio? A diferença entre os dois é o resultado.

Da música ao empreendedorismo

Henrique Batista nasceu em Cássia, no interior de Minas Gerais, em 1992. Em 2014, mudou-se para Goiânia em busca de espaço na música sertaneja.

Naquele momento, o objetivo não era criar empresas de tecnologia. Era construir uma carreira como compositor.

E ele conseguiu.

Henrique possui mais de mil músicas gravadas e obras interpretadas por nomes conhecidos da música sertaneja. Entre as canções associadas ao seu trabalho estão Made in Roça, gravada por Loubet, e Zé Trovão, de Jads & Jadson.

A experiência na música também ajudou a desenvolver características que mais tarde seriam importantes no empreendedorismo, como relacionamento, criatividade, negociação e capacidade de vender ideias.

Com o tempo, Henrique passou a aplicar essa experiência em novos negócios.

“Venda Primeiro. Descubra Depois.”

Uma das ideias que ajudam a explicar a maneira como Henrique empreende está presente em outro de seus livros: Venda Primeiro. Descubra Depois.

O conceito é simples: antes de investir anos no desenvolvimento de uma solução, é preciso descobrir se existe alguém disposto a comprá-la.

Essa lógica representa uma característica presente em sua trajetória: testar, medir, corrigir e crescer.

Em vez de esperar pelas condições perfeitas, Henrique costuma defender a execução rápida e o aprendizado obtido durante o caminho.

Foi essa mentalidade que o aproximou cada vez mais do mundo empresarial.

O nascimento da POP Move

Em março de 2022, Henrique Batista e seus sócios fundaram a POP Move do Brasil Tecnologia.

A empresa entrou em um dos setores mais competitivos do mercado brasileiro: a mobilidade urbana.

Enquanto grandes plataformas já estavam consolidadas nos principais centros, a POP Move decidiu concentrar parte importante de sua estratégia em pequenas e médias cidades.

A escolha tinha relação com a própria origem de Henrique.

Vindo do interior, o empresário conhecia um mercado que nem sempre recebia a mesma atenção das grandes empresas de tecnologia.

A estratégia funcionou.

A POP Move passou a expandir sua presença e chegou a centenas de municípios. Segundo números divulgados publicamente pela empresa, a plataforma ultrapassou a marca de 1 milhão de corridas mensais, além de reunir milhões de usuários e dezenas de milhares de motoristas ao longo de sua operação.

Mais de R$ 500 milhões em faturamento

O crescimento dos negócios levou Henrique a uma marca expressiva.

Aos 34 anos, suas atividades empresariais já ultrapassaram R$ 500 milhões em faturamento acumulado.

Existe, porém, um detalhe importante: o valor considera exclusivamente seus negócios e não inclui sua carreira musical.

Direitos autorais, composições e outras receitas relacionadas à música ficaram fora dessa conta.

Também é necessário diferenciar faturamento de volume financeiro movimentado. No caso de aplicativos de mobilidade, por exemplo, o total pago pelos usuários em corridas não corresponde necessariamente à receita da empresa.

O meio bilhão citado na trajetória de Henrique representa o faturamento acumulado de suas atividades empresariais.

Tecnologia própria amplia os negócios

A expansão da POP Move também levou Henrique a investir em tecnologia própria.

Aplicativos, sistemas administrativos, ferramentas operacionais e infraestrutura passaram a ser desenvolvidos internamente.

A experiência adquirida dentro da própria empresa abriu espaço para uma nova oportunidade: a criação da Xiro Tech, voltada ao desenvolvimento de aplicativos e plataformas para terceiros.

A partir daí, a atuação de Henrique passou a ultrapassar a mobilidade.

Tecnologia, software, marketplaces, serviços, locação e investimentos passaram a fazer parte de sua estratégia empresarial.

A lógica é transformar conhecimento adquirido em um negócio em novas oportunidades.

Uma gestão orientada por números

Por trás da expansão existe também uma característica marcante da forma como Henrique administra suas empresas: a atenção aos indicadores.

Na POP Move, essa filosofia foi organizada no chamado Método Henrique Batista, que utiliza dados para acompanhar aspectos como corridas, conversão, cancelamentos, motoristas online, crescimento, comportamento por cidade e rentabilidade.

Uma das frases associadas ao método resume a ideia: “Números deixam rastros.”

A proposta é transformar processos em indicadores, treinamentos, documentação e automações, reduzindo a dependência da memória individual de funcionários.

Para uma operação espalhada por centenas de cidades, esse tipo de estrutura se torna fundamental para manter padrão e escala.

“Mude Primeiro”

Outro livro de Henrique, Mude Primeiro, também ajuda a compreender sua trajetória.

O conceito está relacionado à disposição de mudar antes de possuir garantias sobre o resultado.

Henrique saiu de Cássia, foi para Goiânia, construiu uma carreira na música e, depois, decidiu começar novamente em um setor completamente diferente.

O mais curioso é que ele não abandonou uma carreira fracassada para tentar empreender.

Ele decidiu recomeçar depois de já ter conquistado espaço na música.

Essa escolha exigia assumir novamente riscos, justamente quando já havia algo construído e a perder.

O empresário que continua criando

Mesmo depois de alcançar uma marca superior a meio bilhão de reais em faturamento empresarial acumulado, Henrique continua buscando novos projetos.

Parte dessa trajetória é formada por acertos. Outra parte, por erros e mudanças de direção.

Em vez de esconder essas experiências, o empresário costuma transformá-las em aprendizado, conteúdo e método.

A ideia é que uma decisão errada não precisa representar apenas prejuízo quando é possível extrair dela conhecimento para os próximos negócios.

Essa postura também contribui para sua aproximação com outros empresários, investidores e executivos.

O próximo bilhão

Aos 34 anos, a pergunta em torno de Henrique Batista começa a mudar.

Já não é apenas quanto ele conseguiu construir.

É qual será o tamanho da próxima empresa.

A POP Move passou a ser mencionada em discussões sobre empresas brasileiras de mobilidade com potencial de grande crescimento, enquanto Henrique amplia sua atuação em tecnologia e novos negócios.

A experiência acumulada nos últimos anos agora pode funcionar como uma espécie de atalho: ele já conhece os desafios de contratar, desenvolver tecnologia, vender, expandir e administrar operações em crescimento.

Foram lições adquiridas algumas vezes com tempo e outras com dinheiro.

Agora, elas servem de base para a próxima etapa.

Duas carreiras em uma história

Quem pesquisa por “Henrique Batista compositor” encontra músicas, artistas e uma carreira construída antes da tecnologia.

Já buscas por “Henrique Batista POP Move”, “Henrique Batista empresário” ou “Henrique Batista empreendedor” revelam o segundo capítulo.

As duas histórias, juntas, ajudam a explicar sua trajetória.

Henrique não saiu de uma carreira fracassada para tentar empreender. Ele construiu uma carreira bem-sucedida e decidiu começar outra.

Saiu do interior de Minas Gerais, conquistou espaço na música, entrou em tecnologia e ajudou a construir uma empresa presente em centenas de cidades.

Aos 34 anos, ultrapassou R$ 500 milhões em faturamento acumulado exclusivamente nos negócios, mantendo a carreira musical fora dessa conta.

Agora, mira o próximo bilhão.

E, seguindo a lógica que acompanha sua trajetória desde o início, a pergunta sobre se a próxima ideia é “doida” ou “genial” continuará sendo respondida por uma única coisa:

o resultado.

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