Com atuação em habilidades sociais na Clínica Ideal Autismo, em Feira de Santana, psicóloga também realiza atendimentos clínicos presenciais e on-line, com foco na escuta e nas necessidades individuais de cada paciente.
Uma partida de cartas, uma brincadeira ou uma atividade aparentemente simples podem revelar aspectos importantes sobre a maneira como uma criança se comunica, interage e enfrenta situações do cotidiano. No acompanhamento psicológico de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), esses momentos podem oferecer oportunidades de observação e intervenção, desde que conduzidos com objetivos individualizados e atenção às necessidades de cada paciente.
Essa perspectiva faz parte do trabalho apresentado pela psicóloga Maria Alice Santana (CRP 03/34827), que atua no setor de habilidades sociais da Clínica Ideal Autismo, em Feira de Santana, na Bahia, com crianças e pré-adolescentes.
Além de sua atuação na instituição, Maria Alice trabalha como psicóloga clínica, realizando atendimentos de psicoterapia nas modalidades presencial e on-line. Fora da clínica, também atende adultos autistas com nível 1 de suporte.
Sua trajetória na Clínica Ideal Autismo começou durante o estágio acadêmico. Após concluir a graduação em Psicologia, permaneceu na instituição, passando a exercer a profissão. Atualmente, é pós-graduanda em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e informa formação PCM P2 em seu perfil profissional.
O brincar como parte do acompanhamento psicológico
No contexto do autismo, atividades lúdicas podem assumir diferentes funções durante o acompanhamento psicológico. Além de favorecerem a interação, permitem observar aspectos relacionados à comunicação, à expressão de preferências, à compreensão de regras e às diferentes maneiras de lidar com situações inesperadas.
Em um vídeo sobre sua prática profissional, Maria Alice explica como esses momentos podem fazer parte do processo de acompanhamento.
“Durante uma brincadeira surgem muitas escolhas, tentativas, pedido de ajuda e muitas formas de se expressar. No acompanhamento psicológico, esses momentos podem ajudar a conhecer a criança, construir vínculo e trabalhar objetivos definidos para ela.”
Psicóloga: Maria Alice Santana (CRP 03/34827)
A observação descrita pela psicóloga chama atenção para um aspecto importante: brincar não significa simplesmente ocupar o tempo da criança. Quando integrado a um acompanhamento planejado, o recurso lúdico pode oferecer informações relevantes para a compreensão de suas necessidades e para a definição de estratégias de intervenção.
No caso de crianças autistas, essa abordagem exige atenção às características individuais, aos interesses, às formas de comunicação e ao ritmo de cada participante.
Uma partida de UNO e diferentes oportunidades de interação
Um dos exemplos apresentados no conteúdo profissional de Maria Alice é a utilização do jogo de cartas UNO.
Durante uma partida, situações como esperar a vez, acompanhar regras, fazer escolhas e lidar com resultados diferentes dos esperados podem surgir naturalmente.
Essas experiências podem ser utilizadas no trabalho com habilidades sociais, área em que a psicóloga atua com crianças e pré-adolescentes na Clínica Ideal Autismo.
A mediação profissional considera a maneira como cada participante compreende a atividade, comunica suas escolhas, solicita ajuda e participa das interações.
O conteúdo que acompanha o vídeo destaca a importância de respeitar as necessidades individuais durante a brincadeira, transformando o momento em uma oportunidade de troca e descoberta.
A utilização de jogos, entretanto, não representa uma fórmula universal de intervenção. Sua pertinência depende da avaliação, do contexto e dos objetivos estabelecidos para o acompanhamento.
Habilidades sociais e respeito às particularidades do autismo
O Transtorno do Espectro Autista é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por diferenças na comunicação e na interação social, além de padrões restritos ou repetitivos de comportamentos, interesses ou atividades. Suas manifestações variam significativamente de pessoa para pessoa.
No trabalho com habilidades sociais, situações cotidianas podem ser utilizadas para favorecer experiências de comunicação, convivência, expressão de necessidades e participação em atividades compartilhadas.
Essas habilidades não devem ser compreendidas como a imposição de um padrão único de comportamento. O acompanhamento precisa considerar as formas individuais de comunicação e interação, respeitando características e necessidades de cada criança.
Maria Alice sintetiza essa perspectiva ao afirmar, no mesmo vídeo, que “cada atividade faz parte de um contexto” e que “é a escuta e avaliação que orientam o nosso olhar”.
A declaração reforça a importância de compreender a criança para além da execução de atividades ou do cumprimento de regras.
Psicoterapia presencial e on-line amplia as frentes de atuação profissional
Além do trabalho desenvolvido na Clínica Ideal Autismo, Maria Alice Santana atua na psicologia clínica, oferecendo atendimentos de psicoterapia nas modalidades presencial e on-line.
Essa frente de atuação é distinta do trabalho realizado no setor de habilidades sociais da instituição, onde seu público atual é formado por crianças e pré-adolescentes.
Fora da clínica, a psicóloga também realiza atendimentos a adultos autistas classificados no nível 1 de suporte.
A distinção entre os diferentes contextos de atendimento é importante porque as necessidades psicológicas variam conforme a idade, as características individuais e as demandas apresentadas por cada pessoa.
A psicoterapia constitui um espaço de escuta e acompanhamento psicológico, no qual questões emocionais, comportamentais e relacionais podem ser abordadas de acordo com a avaliação e os objetivos estabelecidos entre profissional e paciente.
Da experiência de estágio à atuação profissional
A permanência de Maria Alice Santana na Clínica Ideal Autismo após sua formação acadêmica representa uma continuidade em sua trajetória profissional.
O contato inicial com a instituição ocorreu durante o estágio, etapa de formação em que estudantes de Psicologia desenvolvem experiências práticas supervisionadas.
Com a conclusão da graduação, Maria Alice passou a atuar como psicóloga na mesma clínica, especificamente no setor de habilidades sociais, com crianças e pré-adolescentes.
Sua formação complementar em andamento, com pós-graduação em ABA, está relacionada a uma área de conhecimento utilizada em diferentes contextos de avaliação e intervenção comportamental, inclusive no acompanhamento de pessoas autistas.
A combinação entre atuação institucional e psicologia clínica compõe seu atual campo de trabalho, com públicos e modalidades de atendimento distintos.
Para além das atividades, a importância de compreender cada pessoa
O acompanhamento psicológico de pessoas autistas envolve mais do que a escolha de jogos, materiais ou técnicas. Pressupõe compreender como cada indivíduo percebe o ambiente, estabelece relações, comunica necessidades e participa das experiências cotidianas.
Na infância, o brincar pode constituir uma importante forma de expressão e interação. Na vida adulta, outras demandas podem surgir, exigindo abordagens compatíveis com a história, a autonomia e as necessidades de cada paciente.
O trabalho apresentado por Maria Alice Santana evidencia a importância da escuta e da avaliação individualizada na prática psicológica.
Mais do que ensinar uma criança a participar de um jogo, o objetivo de uma atividade mediada é compreender o que acontece durante a interação e de que maneira essa experiência pode contribuir para os objetivos do acompanhamento.
No autismo, reconhecer as diferenças individuais é parte fundamental de uma atuação psicológica responsável.
Maria Alice Santana é psicóloga, registrada no Conselho Regional de Psicologia sob o número CRP 03/34827. Atua no setor de habilidades sociais da Clínica Ideal Autismo, em Feira de Santana (BA), com crianças e pré-adolescentes. Também realiza psicoterapia presencial e on-line em sua atuação clínica, incluindo atendimentos a adultos autistas com nível 1 de suporte fora da instituição. É pós-graduanda em Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e informa formação PCM P2.
Instagram: @psi_mariaalicesantana
Informações profissionais: linktr.ee/psi.mariaalicesantana
