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Envelhecemos, e agora? Alexandre Frankel lança livro e aponta a longevidade como a nova fronteira do mercado imobiliário brasileiro

Alexandre Frankel

O fundador da Vitacon e da Housi lança livro que transforma a transição demográfica do país em uma tese de negócio e apresenta o Senior Living como a terceira onda da moradia urbana

Poucos profissionais no Brasil podem dizer que criaram uma categoria imobiliária. Alexandre Frankel criou duas. Foi um dos responsáveis por transformar o studio, antes rejeitado pelo mercado, em uma das tipologias mais lançadas do país, e por inventar a moradia por assinatura à frente da Housi. Agora, o fundador da Vitacon e da Housi reúne mais de vinte anos de leitura das cidades brasileiras para defender uma tese que ainda não foi lida por quem constrói o país: a longevidade é a próxima e a mais forte onda do mercado imobiliário. Essa é a espinha dorsal de seu novo livro “Envelhecemos, e agora? O futuro prateado do mercado imobiliário”, lançado pela Editora Chave Mestra.

A publicação se propõe a fazer o que relatórios de mercado não fazem: conectar a transição demográfica brasileira a um modelo de negócio concreto. Frankel parte de um diagnóstico incômodo e o conduz até o produto. O Brasil tem hoje cerca de 34 milhões de pessoas com 60 anos ou mais e chegará a 75 milhões em 2070, enquanto a população total começa a encolher já em 2041, segundo o IBGE. Pela primeira vez na história, o país tem mais pessoas com 60 anos ou mais do que jovens entre 15 e 24 anos. Até 2050, esse público representará mais de 30% da população brasileira e colocará o Brasil entre os cinco países com maior número de idosos do mundo.

Alexandre Frankel

A economia prateada movimenta cerca de R$ 2 trilhões por ano no país e o público 60+ já responde por 39% do PIB nacional. Do outro lado dessa demanda, a oferta de moradia especializada é quase inexistente, um descompasso que o autor descreve como a maior oportunidade imobiliária das próximas décadas.

O que diferencia a obra é o lugar de quem a escreve. Frankel não observa o fenômeno de fora; está construindo a resposta. No livro, ela ganha forma no conceito de Senior Housi, uma moradia que preserva a autonomia do morador com tecnologia, saúde preventiva, convivência e cuidado acionado sob demanda, desenhada a partir da realidade brasileira e não importada de modelos que não cabem no país.

O foco está na longevidade. É a mesma lógica que ele aplicou ao studio e à assinatura: retirar o estigma, criar uma categoria nova e abrir um mercado onde antes havia apenas improviso. Ao longo da obra, Frankel defende que a demografia é um dos poucos fenômenos econômicos totalmente previsíveis: já é possível saber quantas pessoas envelhecerão, quando isso acontecerá e como essa transformação impactará a demanda por moradia nas próximas décadas.

Para o leitor, o livro funciona como um mapa. Ao incorporador e ao investidor, oferece o dimensionamento de um oceano azul, com dados verificados do IBGE, Oxford Economics e Data8 organizados em dezenas de gráficos, que adicionam um grau de profundidade à construção narrativa, permitindo que a leitura seja leve e dinâmica. Entre eles, análises sobre a evolução da população brasileira, expectativa de vida, economia prateada, mercado de trabalho, consumo, urbanização, tecnologia e tendências internacionais, conectando indicadores demográficos às oportunidades para o mercado imobiliário. O livro também mostra que a expectativa de vida do brasileiro deverá chegar a 83,9 anos em 2070, reforçando que a longevidade deixou de ser uma tendência futura para se tornar uma realidade econômica e social já em curso.

A quem cuida dos pais, dá nome e escala à sobrecarga silenciosa que recai sobre as famílias. A quem faz política pública e a quem empreende, entrega um vocabulário próprio, com termos que Frankel cunhou para nomear conceitos que ainda não existiam no debate brasileiro. “Viver mais é conquista. Viver bem é projeto”, escreve o autor, em uma frase que sintetiza a virada de olhar que a obra propõe.

O alcance da tese se amplia nas vozes convidadas. Cristián Sepúlveda, cofundador da Silver Hub, traz a perspectiva do ecossistema de inovação e das agetechs. Regina de Moraes, fundadora do Instituto Velho Amigo, mostra a potência do impacto social na longevidade a partir de mais de duas décadas de trabalho de campo. E Fernando Schultz assina um ensaio a partir de seu documentário “Muitos Anos de Vida”, que chega ao público no segundo semestre e propõe uma reflexão sobre o que a sociedade faz com o tempo que ganhou.

O lançamento acontece a partir de 24 de agosto, com uma série de encontros em São Paulo, Curitiba e Belo Horizonte, reunindo o autor e convidados para discutir com o mercado as principais revelações da obra.

Sobre o livro 

Título: Envelhecemos, e agora? O futuro prateado do mercado imobiliário 

Autor: Alexandre Frankel

Capítulos convidados: Cristián Sepúlveda, Regina de Moraes e Fernando Schultz

Editora: Chave Mestra, 184 Páginas

Sobre o autor 

Alexandre Frankel é o fundador da Vitacon e da Housi e uma das principais referências em inovação na moradia urbana no Brasil. Há mais de vinte anos redesenha a forma como as pessoas vivem nas cidades: ajudou a consolidar o studio como tipologia e criou a moradia por assinatura no país. Com o Senior Housi, dedica-se agora ao que chama de terceira onda da moradia, o Senior Living voltado à realidade brasileira.

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