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Logística e inovação: a engenharia como aliada da transição energética nas operações de óleo e gás

A busca global por fontes de energia mais limpas e eficientes tem exigido do setor de óleo e gás uma verdadeira reengenharia operacional.

No centro dessa transição energética, a engenharia logística ganha protagonismo como vetor de eficiência, segurança e sustentabilidade nas operações em campo, especialmente nas plataformas offshore.

Segundo relatório da Agência Internacional de Energia (IEA), a indústria de óleo e gás é responsável por cerca de 15% das emissões globais de metano e responde por mais de 10% das emissões diretas do setor energético. Para cumprir metas de descarbonização, as empresas têm investido em tecnologias que otimizem processos logísticos, reduzam deslocamentos desnecessários, aumentem a digitalização e integrem sistemas em tempo real.

A consultoria McKinsey destaca que até 2030, a automação de processos logísticos pode reduzir em até 20% o custo operacional de plataformas e refinarias, além de contribuir diretamente para a redução de emissões por meio da eliminação de desperdícios.

“Logística inteligente é aquela que antecipa problemas, otimiza rotas, conecta suprimento a planejamento e reduz exposição a riscos desnecessários. Em um ambiente como o offshore, isso é vital”, afirma Rafaela Ouverney, engenheira de produção com mais de 10 anos de experiência em operações no setor de óleo e gás. “Cada movimentação desnecessária representa não só custo, mas também risco e impacto ambiental”, completa.

Nos principais campos de produção do país, empresas têm apostado em soluções como sensores de rota, sistemas preditivos de manutenção e integração entre departamentos de engenharia, suprimentos e SMS (Segurança, Meio Ambiente e Saúde).

Além disso, a transição para uma matriz mais limpa também exige planejamento logístico para a instalação de infraestrutura híbrida, transporte de equipamentos de baixa pegada ambiental e mapeamento de cadeias produtivas de menor impacto.

Com o crescimento da pressão regulatória e social por operações mais sustentáveis, o futuro da indústria passa por engenheiros e profissionais capazes de transformar conhecimento técnico em soluções logísticas escaláveis e eficazes. Nesse cenário, a engenharia não é apenas execução: é estratégia central da transição energética.

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