A Polícia Federal (PF) iniciou a investigação oficial para identificar e prender os autores da morte do elefante-marinho conhecido como “Leôncio”, ocorrida recentemente em Jequiá da Praia, no litoral sul de Alagoas.
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A pedido do Ministério Público Federal (MPF), a corporação mobilizou seus canais de denúncia após laudos técnicos confirmarem que o animal não morreu por causas naturais, mas foi vítima de uma ação humana brutal por instrumento cortante dentro de uma Unidade de Conservação Federal.
Denúncia sobre a morte do elefante-marinho Leôncio
O procurador da República Lucas Horta, responsável pela requisição do inquérito, baseou-se no laudo de necropsia que comprovou politraumatismo grave. O documento revela que as lesões foram sofridas enquanto o animal ainda estava vivo, configurando crime contra a fauna conforme a Lei nº 9.605/98. Por ter acontecido na Reserva Extrativista (Resex) Marinha de Jequiá da Praia, o caso está sob jurisdição federal, e as penas podem ser agravadas.
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Para acelerar a captura dos responsáveis, a PF divulgou um cartaz oficial reforçando que qualquer informação sobre a morte do elefante-marinho conhecido como ‘Leôncio’, ocorrida recentemente em Jequiá da Praia/Al ajudará nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. O órgão garante que “todas as informações serão tratadas como confidenciais e a identidade do comunicante preservada”.
Audiência pública
O caso gerou tamanha comoção que a Assembleia Legislativa de Alagoas realizou uma audiência pública para debater falhas nos protocolos de monitoramento e proteção da biodiversidade costeira.
O procurador Lucas Horta destacou a importância de uma resposta firme do Estado: “Casos como esse evidenciam a importância da proteção da fauna silvestre e do respeito às áreas de conservação. A responsabilização é parte dessa proteção, mas também é preciso reforçar a conscientização da sociedade”.
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Como denunciar
As autoridades pedem que a população colabore através do Instagram oficial @pfalagoas ou pelo telefone (82) 3216-6767. O prazo inicial para a conclusão das diligências urgentes é de 90 dias.
