PC conclui investigação e indicia médica por homicídio qualificado | Foto: Reprodução
A Polícia Civil de Alagoas concluiu, nesta semana, que a médica suspeita de matar o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, agiu com intenção homicida. Por isso, a Delegacia de Homicídios (DH) de Arapiraca indiciou a investigada por homicídio qualificado, descartando a tese de legítima defesa. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA REGIÃO AGRESTE…
A Polícia Civil de Alagoas concluiu, nesta semana, que a médica suspeita de matar o ex-marido, o também médico Alan Carlos de Lima Cavalcante, agiu com intenção homicida. Por isso, a Delegacia de Homicídios (DH) de Arapiraca indiciou a investigada por homicídio qualificado, descartando a tese de legítima defesa.
ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM
A DH finalizou o inquérito após reunir provas consideradas decisivas. Imagens de câmeras de segurança e a própria confissão da suspeita confirmaram a autoria do crime e demonstraram que ela utilizou um recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Além disso, os investigadores classificaram a motivação como fútil.
Leia também: Médico é morto a tiros em frente à Unidade de Saúde; mulher é suspeita
Médico assassinado é identificado; saiba quem é
Acusada de matar médico em frente à UBS é presa em Atalaia
Polícia Civil descarta legítima defesa em assassinato de médico
Polícia Civil descarta legítima defesa em assassinato de médicoHoras após o crime, ocorrido em Arapiraca, a médica foi presa em flagrante em Maceió. Segundo o delegado, embora a investigada tenha alegado legítima defesa durante o interrogatório, essa versão não encontrou respaldo nos elementos coletados ao longo da apuração.
O inquérito também analisou o histórico de conflitos entre o ex-casal, incluindo processos judiciais, denúncias e acionamentos da Patrulha Maria da Penha. Apesar desse contexto, o delegado destacou que nenhuma dessas circunstâncias justificaria a reação extrema que terminou na morte do médico.
Outro ponto levantado pela polícia é que não há registros de que Alan Carlos tenha descumprido as medidas protetivas impostas pela Justiça há mais de um ano. No dia do crime, ele teria ido ao local apenas para entregar um bolo à filha, mantendo-se afastado da residência da suspeita, conforme determinação judicial.
Com a conclusão das investigações, o inquérito segue agora para o Ministério Público, que poderá solicitar novas diligências, oferecer denúncia ou, eventualmente, pedir o arquivamento do caso.
