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Por que as pessoas sempre voltam ao mesmo lugar?

Rodrigo Rezende

Uma reflexão de Rodrigo Rezende
Instituto Rezgeri

Eu sou Rodrigo Rezende.

Sou Profissional de Educação Física, American Fitness Trainer e Sports & Exercise Nutrition Coach, especialista em Biomecânica do Movimento, Fisiologia do Exercício e Nutrição Esportiva, desenvolvedor da Dieta Ondulatória e Psicoterapeuta e Psicanalista Clínico.

Durante mais de vinte anos trabalhando com emagrecimento, hipertrofia e performance, uma pergunta sempre me acompanhou.

Por que algumas pessoas conseguem transformar completamente suas vidas… enquanto outras vivem num eterno efeito sanfona?

Elas emagrecem. Engordam. Voltam a emagrecer.

Começam um novo treino. Desistem. Retornam.

Mudam de dieta. Mudam de academia. Mudam de nutricionista. Mudam de personal.

Mas, depois de algum tempo, acabam voltando exatamente para o mesmo lugar.

Durante muitos anos, a resposta parecia simples. Falta de disciplina. Falta de foco. Falta de força de vontade.

Hoje eu penso diferente.

Depois de estudar profundamente Freud, Winnicott, Lacan e tantos outros autores da psicanálise, comecei a perceber que talvez a pergunta estivesse errada.

A pergunta nunca foi: “Por que essa pessoa não consegue emagrecer?”

A pergunta correta talvez seja: “O que faz essa pessoa precisar voltar para o mesmo comportamento?”

Freud acreditava que nossa estrutura psíquica começa a ser construída muito cedo. As primeiras experiências deixam marcas profundas na forma como aprendemos a lidar com prazer, frustração, desejo e vínculos.

Mas existe um detalhe muito importante. Freud nunca disse que a infância determina toda a nossa vida. Essa talvez seja uma das interpretações mais equivocadas da psicanálise.

É justamente aqui que acredito que nós, profissionais da saúde, precisamos evoluir.

Quantas vezes tratamos apenas o excesso de peso… quando o verdadeiro problema é excesso de sofrimento?

Quantas vezes prescrevemos dieta… quando o paciente está tentando anestesiar uma dor?

Quantas vezes aumentamos o treino… quando, na verdade, a pessoa perdeu completamente o sentido da própria vida?

Na minha prática clínica, percebi algo muito interessante. Quase ninguém procura apenas emagrecer. A maioria procura sentir alguma coisa. Sentir aceitação. Sentir pertencimento. Sentir reconhecimento. Sentir segurança.

E enquanto essas necessidades continuarem sendo buscadas apenas através da comida ou do corpo, qualquer resultado será temporário.

É por isso que tantas pessoas oscilam. Não porque lhes falte disciplina. Mas porque estão tentando resolver conflitos emocionais utilizando ferramentas biológicas.

E isso nunca será suficiente. Nenhuma dieta resolve abandono. Nenhum suplemento resolve culpa. Nenhum treino resolve rejeição.

Assim como nenhuma terapia substitui a necessidade de movimento, alimentação adequada e sono de qualidade. Corpo e mente nunca estiveram separados. Nós é que insistimos em tratá-los como se fossem.

Hoje eu acredito que emagrecer é muito mais do que perder gordura. É abandonar uma identidade. É deixar de ser a pessoa que encontrava conforto apenas na comida. É aprender novas formas de lidar com ansiedade. Com frustração. Com perdas.

E isso assusta. Porque toda mudança verdadeira exige um pequeno luto. Você não muda apenas hábitos. Você muda quem acredita ser.

Talvez por isso tanta gente desista. Não porque não consiga seguir uma dieta. Mas porque ainda não conseguiu construir uma nova identidade.

E aqui está a pergunta que mais faço aos meus pacientes: Quem você acredita que será quando atingir o corpo que deseja?

Porque, na maioria das vezes, a resposta nunca fala sobre gordura. Ela fala sobre autoestima. Sobre amor. Sobre pertencimento. Sobre coragem. Sobre valor. Sobre aceitação.

E talvez seja justamente aí que comece a verdadeira transformação. Não quando você perde dez quilos. Mas quando deixa de precisar deles para definir quem você é.

Depois de mais de duas décadas transformando corpos e, agora, estudando profundamente a mente humana, cheguei a uma conclusão: as pessoas não fracassam porque não sabem o que fazer. Elas fracassam porque tentam mudar apenas o comportamento, enquanto a identidade permanece exatamente a mesma.

Talvez o maior desafio do emagrecimento não seja aprender uma nova dieta. Seja construir uma nova relação consigo mesmo. Porque quando a mente muda, o corpo acompanha. Mas quando apenas o corpo muda, a mente quase sempre encontra um jeito de levá-lo de volta ao lugar onde sempre esteve.

A infância escreve os primeiros capítulos da nossa história. Mas ela não escreve o livro inteiro.

Ao longo da vida continuamos sendo atravessados por perdas. Traumas. Fracassos. Doenças. Relacionamentos. Mudanças.

Tudo isso reorganiza o nosso funcionamento emocional. E talvez seja exatamente aí que esteja a resposta para a dificuldade de tantas pessoas em mudar seus hábitos.

Na Educação Física nós aprendemos que o corpo se adapta aos estímulos. Na psicanálise aprendemos que a mente também.

E existe algo curioso. O cérebro não procura felicidade. O cérebro procura familiaridade. Ele prefere aquilo que conhece. Mesmo quando aquilo faz sofrer.

É por isso que algumas pessoas voltam sempre para os mesmos relacionamentos. Para os mesmos conflitos. E, muitas vezes… Para os mesmos hábitos alimentares.

Imagine alguém que, desde criança, aprendeu que comida era recompensa.

“Se comportou? Ganha um doce.”

“Está triste? Vamos comer.”

“Está ansioso? Come alguma coisa.”

Anos depois essa pessoa chega ao consultório dizendo que quer emagrecer. Ela sabe exatamente o que deve fazer. Conhece os alimentos. Conhece os exercícios. Conhece as calorias.

O problema nunca foi falta de informação. O problema é que aquele comportamento deixou de ser apenas alimentar. Ele passou a ser emocional.

Agora imagine outra pessoa. Ela teve uma infância saudável. Boa relação com os pais. Sem grandes conflitos. Mas, aos quarenta anos, perde o marido. Ou recebe o diagnóstico de uma doença. Ou quebra financeiramente. Ou enfrenta um divórcio extremamente traumático.

Será que essa pessoa pode desenvolver compulsão alimentar? Claro que pode.

Porque o trauma não pertence apenas à infância. O trauma pertence a qualquer momento da vida em que a realidade ultrapassa nossa capacidade emocional de elaborar aquilo que aconteceu.

É justamente aqui que acredito que nós, profissionais da saúde, precisamos evoluir.

Quantas vezes tratamos apenas o excesso de peso… quando o verdadeiro problema é excesso de sofrimento?

Quantas vezes prescrevemos dieta… quando o paciente está tentando anestesiar uma dor?

Quantas vezes aumentamos o treino… quando, na verdade, a pessoa perdeu completamente o sentido da própria vida?

Na minha prática clínica, percebi algo muito interessante. Quase ninguém procura apenas emagrecer. A maioria procura sentir alguma coisa. Sentir aceitação. Sentir pertencimento. Sentir reconhecimento. Sentir segurança.

E enquanto essas necessidades continuarem sendo buscadas apenas através da comida ou do corpo, qualquer resultado será temporário.

É por isso que tantas pessoas oscilam. Não porque lhes falte disciplina. Mas porque estão tentando resolver conflitos emocionais utilizando ferramentas biológicas.

E isso nunca será suficiente. Nenhuma dieta resolve abandono. Nenhum suplemento resolve culpa. Nenhum treino resolve rejeição.

Assim como nenhuma terapia substitui a necessidade de movimento, alimentação adequada e sono de qualidade. Corpo e mente nunca estiveram separados. Nós é que insistimos em tratá-los como se fossem.

Hoje eu acredito que emagrecer é muito mais do que perder gordura. É abandonar uma identidade. É deixar de ser a pessoa que encontrava conforto apenas na comida. É aprender novas formas de lidar com ansiedade. Com frustração. Com perdas.

E isso assusta. Porque toda mudança verdadeira exige um pequeno luto. Você não muda apenas hábitos. Você muda quem acredita ser.

Talvez por isso tanta gente desista. Não porque não consiga seguir uma dieta. Mas porque ainda não conseguiu construir uma nova identidade.

E aqui está a pergunta que mais faço aos meus pacientes: Quem você acredita que será quando atingir o corpo que deseja?

Porque, na maioria das vezes, a resposta nunca fala sobre gordura. Ela fala sobre autoestima. Sobre amor. Sobre pertencimento. Sobre coragem. Sobre valor. Sobre aceitação.

E talvez seja justamente aí que comece a verdadeira transformação. Não quando você perde dez quilos. Mas quando deixa de precisar deles para definir quem você é.

Depois de mais de duas décadas transformando corpos e, agora, estudando profundamente a mente humana, cheguei a uma conclusão: as pessoas não fracassam porque não sabem o que fazer. Elas fracassam porque tentam mudar apenas o comportamento, enquanto a identidade permanece exatamente a mesma.

Talvez o maior desafio do emagrecimento não seja aprender uma nova dieta. Seja construir uma nova relação consigo mesmo. Porque quando a mente muda, o corpo acompanha. Mas quando apenas o corpo muda, a mente quase sempre encontra um jeito de levá-lo de volta ao lugar onde sempre esteve.

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Rodrigo Rezende é Profissional de Educação Física, registrado no CREF 011394-G/MS, American Fitness Trainer & Coach em Nutrição Esportiva e Exercício. É especialista em Biomecânica, Fisiologia do Exercício e Psicanálise.

Instagram: @rodrigorezende365 e @primefit_365
WhatsApp: (67) 99821-3806
YouTube: @codigodocorpo365
Site: www.primefit365.com.br

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