Search
Close this search box.
Search
Close this search box.

Sou o maior corno do mundo… e tô de boas com isso

Eu decidi virar esse jogo. Prefiro assumir que sou corno, mas viver minha vida sem mentiras, sem segredos, com conversa aberta, do que fingir fidelidade e ser mais um hipócrita.

Fala, meu povo! Todo mundo já me chamou de corno, né? Alguns zoam, outros apontam o dedo, outros até tentam me usar de exemplo negativo. Mas deixa eu te falar: eu não só aceitei esse título, como hoje eu carrego ele com orgulho. Pode parecer estranho pra você, mas vou te explicar. Porque, sério, ser corno não é vergonha. Vergonha é viver de mentira, é enganar quem tá do seu lado, é se esconder atrás de uma vida de aparências.
Vamos encarar a real: quando a palavra “corno” aparece, o que vem na cabeça de muita gente é dor, humilhação, piada pronta. Só que ninguém fala do outro lado: do peso que é ser o traidor escondido, o infiel que vive em duas ou três vidas ao mesmo tempo, sempre com medo de ser descoberto. Esse sofre também, e sofre calado.
Aí vem a hipocrisia da sociedade: todo mundo sabe que o “sigilo” existe, que o “rolê por fora” acontece, mas todo mundo finge que não vê. Até que a bomba estoura , e aí a chacota cai sempre no mesmo lugar: o homem traído vira piada, e a mulher que ousa viver livre vira condenada. Sempre o mesmo roteiro, sempre a mesma covardia.
Eu decidi virar esse jogo. Prefiro assumir que sou corno, mas viver minha vida sem mentiras, sem segredos, com conversa aberta, do que fingir fidelidade e ser mais um hipócrita. Isso é o que chamam de amor livre, meu amigo: não é bagunça, não é vale-tudo. É sinceridade. É falar na cara, antes de fazer. É não precisar de senha escondida no celular.
Muita gente acha que amor livre é promiscuidade. Mas deixa eu abrir tua mente: amor livre é responsabilidade. Porque, se você não tem coragem de ser honesto, você não tem maturidade pra ser livre. Amar de forma livre não é sobre quantas pessoas estão na cama com você, mas sobre a clareza que existe no acordo, sobre não precisar se esconder, sobre respeitar os limites que foram combinados.
E sabe o que é mais louco? O medo de ser corno revela o quanto a gente ainda confunde amor com posse. A maioria quer “segurança”, não quer amor. Quer um contrato de propriedade, não uma relação de verdade. Mas se o amor precisa estar trancado, preso, controlado pra ser verdadeiro, então isso não é amor, é prisão.
Eu prefiro ser o “corno” que a internet zoa, mas que anda de cabeça erguida, do que ser o “fiel” que vive correndo da própria sombra. Porque no fim, a verdadeira traição não tá em dividir o corpo: tá em mentir sobre o coração.
Então pode me chamar de corno à vontade. Eu tô tranquilo. Mas guarda essa reflexão: talvez o verdadeiro corno não seja quem é traído, mas quem nunca teve coragem de amar de verdade, sem muros, sem máscaras, sem hipocrisia. No fundo, meu amigo, corno consciente é mais feliz. Porque ele não perde tempo fingindo ,ele vive.

Leia Também

Brasil Origem Week Porto leva cultura e negócios brasileiros a Portugal
Contabilidade, o pilar do empreendedorismo
YouTube pagará R$ 130 milhões para encerrar processo por suspensão da conta de Trump
Irmã de adolescente vítima de suposto estupro coletivo denuncia negligência da escola
Pesquisador da Ufal assina estudo premiado pela principal academia científica dos EUA » Alagoas Notícia Boa
Arte com bandeira de Israel ao fundo e Rav Sany discursando, com destaque para a frase “Um povo não pede permissão para existir” em celebração ao Yom Haátzmaut

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *