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Sem estratégia, sua marca fala com todo mundo, e não convence ninguém.

Arquivo pessoal

A ausência de planejamento estratégico é apontada como o principal motivo pelo qual pequenas empresas perdem visibilidade e clientes — mesmo tendo bons produtos e serviços.

Pergunte a qualquer pequeno empreendedor o que é estratégia e a resposta costuma vir acompanhada de um suspiro. A palavra traz memórias de planilhas, reuniões intermináveis e documentos que ninguém lê. Mas o que estudiosos e profissionais do setor apontam é algo bem mais simples — e mais urgente: estratégia é, antes de tudo, saber o que dizer, para quem dizer e por que isso importa.

Rebecca Menezes, Mestre em Economia Criativa, Estratégia e Inovação pela ESPM Rio e fundadora da Élow Estúdio Design — estúdio com mais de 16 anos de atuação em branding e design estratégico —, trabalha diariamente com essa equação. Para ela, o problema central da maioria das marcas pequenas não é falta de qualidade ou de esforço. É falta de clareza. “O objetivo de uma estratégia é servir de diretriz para conseguir algo”, explica. “Sem isso, a empresa fica tomando decisões no escuro.”

Essa falta de direção se manifesta de forma clara na comunicação. Segundo a especialista, quando uma empresa sabe exatamente o que faz, como faz e para quem faz, ela passa a ocupar um espaço definido na cabeça do consumidor — e ganha uma vantagem competitiva que nenhum orçamento de marketing consegue substituir.

Arquivo pessoal

Um dos sintomas mais comuns dessa ausência de estratégia é o uso de descrições genéricas. “Atendimento ótimo”, “preço acessível”, “produto de qualidade” — frases que, além de não diferenciarem nenhuma marca, raramente correspondem ao que o cliente realmente valoriza na hora de tomar uma decisão de compra. Rebecca alerta que o mesmo erro se repete na definição do público-alvo: dizer que o cliente ideal é “homem ou mulher entre 10 e 90 anos” equivale, na prática, a não ter nenhum público definido.

Por onde começar

Para quem quer estruturar um planejamento sem transformá-lo num projeto interminável, a recomendação é começar pelos elementos essenciais do negócio. A especialista elenca nove pontos que considera fundamentais:

  1. A história da empresa e como tudo começou
  2. O que a empresa faz, de forma objetiva e específica
  3. Objetivos claros de curto e médio prazo
  4. Benefícios emocionais e funcionais dos produtos ou serviços
  5. Como a empresa vai vender, em detalhes
  6. Perfil do cliente ideal
  7. Características e diferenciais únicos do negócio
  8. Valores que guiam a empresa
  9. O mercado em que a empresa atua

Ter clareza sobre esses pontos responde, de forma direta, às dúvidas que mais aparecem no dia a dia de quem está construindo uma marca: o que postar nas redes sociais, se a logo está adequada, quais plataformas usar, se deve apostar no nome pessoal ou no nome da empresa. “A resposta para todas essas perguntas é a mesma: depende da sua estratégia”, diz Rebecca. Sem esse norte, cada decisão vira opinião. Com ele, cada escolha tem critério.

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Rebecca Menezes, Mestre em Economia Criativa, Estratégia e Inovação pela ESPM Rio e fundadora da Élow Estúdio Design (@elow.estudiodesign)

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