A Sandora, startup alagoana de tecnologia em saúde mental corporativa, foi selecionada pelo grupo chinês Fosun como uma das seis startups do mundo para iniciar um piloto de operação na China. A empresa é a única representante brasileira no processo, que começou com mais de 600 startups inscritas de diferentes países e culminou com a escolha de apenas 20 pelo programa Protechting 8.0 e dessas 20, somente seis foram listadas para o piloto chinês.
A trajetória que levou a Sandora à China começou em novembro de 2025, quando a fundadora Meline Lopes participou do Web Summit, em Lisboa, levada pela APEX-Brasil como parte da delegação brasileira de startups. Foi lá que ela tomou conhecimento do Protechting 8.0, programa internacional de aceleração voltado a startups de saúde e tecnologia, e inscreveu a empresa. O processo foi independente e a Sandora foi selecionada entre as 20 finalistas globais.
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A participação no Protechting 8.0 já havia rendido frutos concretos: além de abrir portas no mercado europeu, o programa resultou na conquista do primeiro cliente da Sandora fora do Brasil — uma empresa de seguros portuguesa com mais de três mil colaboradores. Uma segunda seleção foi feita e a startup foi convidada pelo grupo Fosun, grande conglomerado multinacional chinês focado no setor de consumo e inovação, entre as seis startups listadas para o piloto na China.
No dia 14 de setembro, Meline Lopes embarca para uma jornada de oito dias pelo país, com agenda intensa em cinco cidades: Hong Kong, Foshan, Macau, Zhuhai e Xangai. A programação inclui visitas a polos de inovação e tecnologia, conexões com empresas e investidores locais, reunião com o hospital de referência do grupo Fosun para o início do trabalho no país e a apresentação do pitch da Sandora no STRON 2026, considerado o maior evento de inovação da Ásia.
“Quando me inscrevi no Protechting no Web Summit, a Sandora sequer tinha iniciado uma operação internacional. Hoje estou criando pitch em chinês, pois somos a única startup brasileira entre seis selecionadas de mais de 600 do mundo inteiro”, afirma Meline Lopes, CEO e cofundadora da Sandora. “Isso não aconteceu por acaso, aconteceu porque construímos um produto que resolve um problema que não tem fronteira. Burnout e assédio no trabalho são uma crise global, e a nossa tecnologia está preparada para isso.”
A viagem também terá como objetivo entender o fit da plataforma com o mercado chinês e avaliar as condições para uma eventual internacionalização com base local no país.
Sobre a Sandora
A Sandora é uma plataforma SaaS B2B de gestão de riscos psicossociais no trabalho, fundada em Maceió, Alagoas. A empresa combina diagnóstico científico com canal de escuta digital e análise preditiva de risco em tempo real, permitindo que organizações identifiquem e previnam burnout, assédio e adoecimento mental antes que se tornem crises.
Presente em Brasil, Portugal e Canadá, a Sandora já monitora mais de 19 mil vidas e atende empresas de todos os portes e consultorias de saúde e segurança, ajudando-as a estarem em dia com as normas brasileiras de direito do trabalho.
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